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sábado, 2 de julho de 2011

Bibliotecas, Bibliotecários e Afins I


Ao deslocar-me por algumas bibliotecas municipais apercebi-me que, em determinado período do ano, proliferam a realização das chamadas "feira do livro". Este título é geralmente seguido de um qualquer chavão do tipo "promoção à leitura".

Agregada à feira, um conjunto de actividades justificam a deslocação de X número de turmas de alunos (na sua maioria do ensino básico) ao local.
Contam-se as cabeças (pernas já seria batota!) para os relatórios finais de frequência [será apenas porque no entender do político, só assim se justifica a existência do equipamento?].

Existe uma receita para esta actividade, ora vejam como se processa:
1.Escolher uma sala onde já existam ou se coloquem algumas mesas, e em determinados locais, acrescentam umas estantes;
2.Encher as superfícies de livros (uma grande percentagem de livros infantis, contos, aventuras, descoberta, aqueles gostosos, apetecíveis, deliciosos à vista e ao tacto);
3.Contactar as escolas, acenar com actividades de animação e autocarro garantidos (cenourinhas indispensáveis a este tipo de evento);
4.Buscar e despejar os meninos na tal sala, mencionada no ponto 1.
Não seria despropositado, se o tempo em que se encontram nessa sala não fosse (na maior parte das vezes) utilizado para esperarem por outros meninos, de uma outra escola, que o autocarro vai ainda ir buscar. Não seria despropositado, se os meninos tivessem a oportunidade de comprar o livro que os atraiu e entusiasmou. Afinal, não passa de uma perversa forma de mostrar as novidades mas só com direito a tocar, sentir e cheirar. Levar para ler, passear com ele, mostrar, partilhar com colegas, amigos ou familiares está fora de questão.
Vi muitas das nossas crianças e jovens ávidos de curiosidade e interesse. Esse olhar luminoso desvanece quando a senhora que está sentada frente à caixa registadora informa que não podem levar sem pagar.
5.Retirar os meninos da sala para assistirem à animação (os que acabaram de chegar vão directos para lá - ver os livros, só se depois houver tempo);
6.Finda a animação tudo a "toque de caixa" para os respectivos autocarros.

A pergunta:
¿Será que ninguém pensa um pouco sobre o assunto?
¿Não poderão as autarquias, através das suas bibliotecas, em consonância com as escolas e a comunidade, promover práticas em que, ao longo do ano lectivo as crianças e jovens possam aceder a um tipo de senha que tenha um valor a poder ser utilizada nessas feiras? Ou algo do género? Outra ideia fantasticamente melhor?!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

e hoje vamos buscar à gráfica... a Caixa N.º 6

Contos inéditos, poemas e uma peça de teatro enchem a sexta caixa da Colecção Acácia, lançada na edição 2010 da Feira do Livro da EPM-CELP, realizada de 8 a 10 de Dezembro. Durante a sessão do novo lançamento editorial da EPM-CELP, parte da obra “O Pescador de Estrelas” foi dramatizada para encantamento dos mais pequenitos que assistiram ao evento.

A Colecção Acácia, virada para a divulgação de autores de língua portuguesa, conta com muitos livros inéditos e também antologias de autores consagrados. À semelhança das outras, a Caixa N.º 6 contém quatro livros. Dois deles dirigem-se a um público infantil, como “O Pescador de Estrelas”, de Mathilde Ferreira Neves (contos), e “Bichos”, de Renato Suttana (poemas). Inclui também uma peça de teatro, de Carlos Alberto Machado, intitulada “Hoje Não Há Música”, e um livro de contos inéditos do jovem moçambicano Chofero Wa Nyemene, falecido num acidente de viação.

A sessão de lançamento, que contou com as presenças do dinamizador da Colecção Acácia, António Cabrita, e da directora da EPM-CELP, Dina Trigo de Mira, constituiu um incentivo à leitura. Tempo, ainda, para Tânia Silva, do Departamento de Línguas, ler uma história do livro “O Pescador de Estrelas”, o que encantou os mais pequenos.

Os quatro pequenos livros da Caixa N.º 6, de formato bolso, reflectem vários géneros literários e representam autores de diversos quadrantes do espaço de língua portuguesa, constituindo leitura para toda a família.

fonte: EPM-CELP