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sábado, 19 de dezembro de 2015

Eduardo Leite, pintor (1947-2015)

Um homem alegre, generoso, amigo a quem devo, o pouco que sei, na sua arte.
Artista inigualável, detentor de uma mão que se fundia de forma inata, com o pincel, em comunhão. Vê-lo pintar, acompanhando cada traço, cada sombra enquanto apurava cores dentro dos antigos frascos de vidro de yogurte, era assistir ao voo harmonioso de uma pequena ave, sentir a fresca brisa do mar numa tarde quente de Verão; ver pela primeira vez o sol desaparecer no horizonte.
Homem de olhar franco. Feliz.
Foi uma honra conhece-lo.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Funeral Blues by W. H. Auden

Funeral Blues

Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.

Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message 'He is Dead'.
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.

He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last forever: I was wrong.

The stars are not wanted now; put out every one,
Pack up the moon and dismantle the sun,
Pour away the ocean and sweep up the wood;
For nothing now can ever come to any good.




terça-feira, 4 de março de 2014

Somos feitos de pequenos pedaços vivos

Somos feitos de pequenos pedaços vivos.
Pequenas partes de um grande puzzle.
Perde-mo-las ao longo da vida - conhecidos, amigos, familiares, os nossos pets, as nossas plantas.
Perdemos pedaços de nós. Ficam as memórias, costuma-se dizer.

Abandonaste-nos sem avisar. Pariste sem pedir autorização.
Não perdi uma parte de mim - dilaceraste-me pura e simplesmente.
Guardo em mim o teu olhar, o teu sorriso, o teu amor, a nossa cumplicidade e amizade.
Continuas vivo, mesmo tendo partindo sem pedires autorização.