Possuo um portátil que adquiri nos USA, há uns anos atrás.
Trata-se de um Gateway que, para além de ter sido extremamente barato em relação aos preços praticados por máquinas idênticas em Portugal, nunca me deu problemas. Trabalha diariamente uma base de 10/12 horas diárias e mantém uma performance espectacular.
Depois de lhe ter viciado a bateria, fiquei dependente da fonte de alimentação através do respectivo transformador. E este, com tanto passeio, acabou por claudicar após uns belos anos de vida.
Até aqui tudo dentro da normalidade porque, como é do senso comum, tudo tem o seu tempo útil de vida.
Obrigada a comprar um outro transformador, optei por um tipo universal que só durou 6 dias (ughhh... como estou arrependida de não ter mandado vir um de origem!) . Tudo porque o pino que faz a conexão do cabo ao portátil se partiu – os carregadores universais vêm equipados por uma panóplia de pinos que se adaptam a todo e qualquer entrada de pc, mas apenas um nos serve.
O facto, só por si pareceu-me estranho. Não ando propriamente a maltratar o equipamento, mas coloco a hipótese de ter havido algum defeito de fabrico.
Mais uma vez, fiquei privada de uma parte da minha vida que se encontra dentro deste bichano, e isso sim, transtorna verdadeiramente quem necessita de trabalhar.
Um amigo indicou-me uma super casa de equipamento electrónico, no Rossio, e lá me dirigi tentando arranjar a pequena peça que se tinha danificado.
Simplesmente não existia.
Mas o simpático funcionário propôs-me duas opções para resolver a situação:
A) comprar outro transformador por sensivelmente 50,00 euro
B) adquirir um pino diferente por 0,20 centimos e tentar arranjar alguém que o adaptasse ao cabo existente.
Agradou-me a opção B, e como podem verificar, o equipamento está 5 estrelas ;)
quarta-feira, 31 de março de 2010
segunda-feira, 29 de março de 2010
Cristina
Chama-se Cristina. E foi a primeira vez que nos vimos ou falámos. Uma jovem senhora de aspecto encantador, face jovial e uma educação esmerada. Esteve cá em casa durante sensivelmente uma hora e, no final de tratarmos do negócio que proporcionou este encontro, firmado o respectivo contrato, ofereceu-se para ajudar a desencaixotar alguns dos livros.
Achou estranho o súbito e prolongado ruído que emergiu de uma das assoalhadas. Mas mais não era que Bonnie & Clyde em exercício, experimentando o seu novíssimo aparelho vocacionado para ginasticar os membros que, depois de alguns meses de espera, fora finalmente entregue há uns dias atrás. Agora, pensando melhor sobre o assunto, torna-se urgente regular o dito, sob pena de ninguém conseguir dormir com tamanha barulheira caso estes jovens decidam praticar noite fora.
Cristina gostou do cadeirão.
E desta sala nonsence.
Do ambiente.
E até da parelha de gangsters.
Faz questão em cá passar novamente amanhã.
Será muito bem vinda.
Achou estranho o súbito e prolongado ruído que emergiu de uma das assoalhadas. Mas mais não era que Bonnie & Clyde em exercício, experimentando o seu novíssimo aparelho vocacionado para ginasticar os membros que, depois de alguns meses de espera, fora finalmente entregue há uns dias atrás. Agora, pensando melhor sobre o assunto, torna-se urgente regular o dito, sob pena de ninguém conseguir dormir com tamanha barulheira caso estes jovens decidam praticar noite fora.
Cristina gostou do cadeirão.
E desta sala nonsence.
Do ambiente.
E até da parelha de gangsters.
Faz questão em cá passar novamente amanhã.
Será muito bem vinda.
Etiquetas:
Bonnie and Clyde
domingo, 28 de março de 2010
petit à petit, l’oiseau fait son nid
O atelier começa, aos poucos, a tomar forma.
Amanhã é dia de ir até ao KKKKKKK (ia dizer o nome do estabelecimento, mas passo a pub) escolher alguns materiais.
Depois é uma questão de combinar o trabalho com o pedreiro e um amigo, que se prontificou a fazer as vezes de um canalizador.
Os bons amigos, os verdadeiros, continuam sempre atentos, presentes, e fazem questão em ajudar naquilo para que estão, ou não, vocacionados. Estou curiosa em relação a esta epopeia que envolverá canos, torneiras e água... provavelmente muita, muita água.... eheheheheheh....
O pequeno jardim fica para segundas núpcias, onde está prevista a implantação de tapetes de relva natural e, claro está, entre outras, as minhas flores preferidas – as doces, campestres, coloridas e aromáticas freesias.
A casa continua em mutação - o percurso comparo-o ao de uma larva, que cresce, constrói o seu casulo e espera o tempo necessário para se tornar uma borboleta (se entretanto não morrer durante o respectivo processo de transformação).
E se há algo que compreendo é o tempo de cada um, ou se preferirem, o actualmente denominado timing.
Costuma-se esperar que determinada pessoa reaja de determinada maneira a uma situação específica, o que a meu ver já por si é uma premissa errada, mas o tempo, esse, raramente é respeitado.
Espera-se que o tempo de reacção seja igual ou parecido de alguma forma ao nosso, porque essa é a nossa medida standard. Nada de mais errado. Há que saber esperar. Ou, no caso inverso, tentar perceber e aceitar um tempo de reacção mais acelerado que o nosso.
Quem inventou a noção de tempo (tempo para comer, tempo para dormir, tempo para trabalhar, tempo para tomar banho, tempo para vestir, tempo para estudar, tempo para namorar, tempo para brincar, tempo para ler, tempo para os amigos, tempo para espairecer, tempo para preguiçar, tempo para cusculhar(*), tempo para comunicar, tempo para o ciberespaço, tempo para o noticiário, tempo para arrumar, tempo para limpar, tempo para comprar, tempo para relaxar, tempo para amar, tempo para não fazer nada, tempo para não pensar, tempo para contemplar, tempo para pintar, tempo para... para... para...) lixou isto tudo! eheheheheheh
Isto tudo para vos dizer que, petit à petit, l’oiseau fait son nid.
(*) termo inexistente mas que julgo poder vir a ser, se é que já o não foi, adoptado pelo sociólogo José Machado Pais.
Amanhã é dia de ir até ao KKKKKKK (ia dizer o nome do estabelecimento, mas passo a pub) escolher alguns materiais.
Depois é uma questão de combinar o trabalho com o pedreiro e um amigo, que se prontificou a fazer as vezes de um canalizador.
Os bons amigos, os verdadeiros, continuam sempre atentos, presentes, e fazem questão em ajudar naquilo para que estão, ou não, vocacionados. Estou curiosa em relação a esta epopeia que envolverá canos, torneiras e água... provavelmente muita, muita água.... eheheheheheh....
O pequeno jardim fica para segundas núpcias, onde está prevista a implantação de tapetes de relva natural e, claro está, entre outras, as minhas flores preferidas – as doces, campestres, coloridas e aromáticas freesias.
A casa continua em mutação - o percurso comparo-o ao de uma larva, que cresce, constrói o seu casulo e espera o tempo necessário para se tornar uma borboleta (se entretanto não morrer durante o respectivo processo de transformação).
E se há algo que compreendo é o tempo de cada um, ou se preferirem, o actualmente denominado timing.
Costuma-se esperar que determinada pessoa reaja de determinada maneira a uma situação específica, o que a meu ver já por si é uma premissa errada, mas o tempo, esse, raramente é respeitado.
Espera-se que o tempo de reacção seja igual ou parecido de alguma forma ao nosso, porque essa é a nossa medida standard. Nada de mais errado. Há que saber esperar. Ou, no caso inverso, tentar perceber e aceitar um tempo de reacção mais acelerado que o nosso.
Quem inventou a noção de tempo (tempo para comer, tempo para dormir, tempo para trabalhar, tempo para tomar banho, tempo para vestir, tempo para estudar, tempo para namorar, tempo para brincar, tempo para ler, tempo para os amigos, tempo para espairecer, tempo para preguiçar, tempo para cusculhar(*), tempo para comunicar, tempo para o ciberespaço, tempo para o noticiário, tempo para arrumar, tempo para limpar, tempo para comprar, tempo para relaxar, tempo para amar, tempo para não fazer nada, tempo para não pensar, tempo para contemplar, tempo para pintar, tempo para... para... para...) lixou isto tudo! eheheheheheh
Isto tudo para vos dizer que, petit à petit, l’oiseau fait son nid.
(*) termo inexistente mas que julgo poder vir a ser, se é que já o não foi, adoptado pelo sociólogo José Machado Pais.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Já se começa a poder circular pela sala.
Estou a meio do décimo oitavo caixote e ainda não me atrevi a abrir nenhuma caixa de cd's.
Aqui, a questão é ir arrumando as obras à medida que vão vislumbrando luz [fotografia, teatro, cinema, música, literatura, artes visuais, dicionários...].
Ainda há muito trabalho pela frente.
Passámos pelo Coliseu, para ouvir os Tangerine Dream, uma banda de Berlim, formada em 1967, por Edgar Froese.
Uma sala a meio gás, com uma plateia de indivíduos, na sua maioria, do sexo masculino e meia idade. Curtiam(*) aquela onda instrumental como que revivendo épocas passadas, reavivando memórias saborosas das suas vidas.
Impressionou-me saber que, em 30 anos, esta banda gravou cerca de 100 álbuns. Uma indubitável fertilidade musical.
Pessoalmente, aquelas sonoridades relaxaram-me de tal maneira que adormeci. E houve quem o provasse captando a respectiva imagem no seu telemóvel.
Ops! Estas tecnologias são implacáveis e não deixam margem para dúvidas eheheheh
(*) curtir
(origem controversa)
v. tr.
1. Preparar (peles, couros) para os tornar imputrescíveis.
2. Remolhar (matérias têxteis) para as abrandar e lhes poder separar as fibras.
3. Conservar (alimentos) em líquido adequado. = curar
4. Queimar a pele por exposição ao sol ou ao vento.
5. Fig. Suportar sofrimento ou situação penosa. = aguentar, padecer, sofrer
6. Fig. Tornar mais forte, mais resistente. = calejar, endurecer
7. Infrm. Ressacar.
v. tr. e intr.
8. Infrm. Sentir prazer ou satisfação. = deleitar-se, gostar
9. Infrm. Trocar carícias sexuais.
in: http://www.priberam.pt/
Estou a meio do décimo oitavo caixote e ainda não me atrevi a abrir nenhuma caixa de cd's.
Aqui, a questão é ir arrumando as obras à medida que vão vislumbrando luz [fotografia, teatro, cinema, música, literatura, artes visuais, dicionários...].
Ainda há muito trabalho pela frente.
Passámos pelo Coliseu, para ouvir os Tangerine Dream, uma banda de Berlim, formada em 1967, por Edgar Froese.
Uma sala a meio gás, com uma plateia de indivíduos, na sua maioria, do sexo masculino e meia idade. Curtiam(*) aquela onda instrumental como que revivendo épocas passadas, reavivando memórias saborosas das suas vidas.
Impressionou-me saber que, em 30 anos, esta banda gravou cerca de 100 álbuns. Uma indubitável fertilidade musical.
Pessoalmente, aquelas sonoridades relaxaram-me de tal maneira que adormeci. E houve quem o provasse captando a respectiva imagem no seu telemóvel.
Ops! Estas tecnologias são implacáveis e não deixam margem para dúvidas eheheheh
(*) curtir
(origem controversa)
v. tr.
1. Preparar (peles, couros) para os tornar imputrescíveis.
2. Remolhar (matérias têxteis) para as abrandar e lhes poder separar as fibras.
3. Conservar (alimentos) em líquido adequado. = curar
4. Queimar a pele por exposição ao sol ou ao vento.
5. Fig. Suportar sofrimento ou situação penosa. = aguentar, padecer, sofrer
6. Fig. Tornar mais forte, mais resistente. = calejar, endurecer
7. Infrm. Ressacar.
v. tr. e intr.
8. Infrm. Sentir prazer ou satisfação. = deleitar-se, gostar
9. Infrm. Trocar carícias sexuais.
in: http://www.priberam.pt/
Etiquetas:
Tangerine Dream
sábado, 20 de março de 2010
Há umas largas semanas atrás, numa única manhã, a sala foi invadida por caixotes.
Muitos caixotes de cartão, pesados, repletos de muitos livros e muita música.
Saltitamos, desde então entre estas montanhas de cultura contida.
E sentimo-las gritar, em desespero de causa, para serem libertadas.
Querem que as tomemos nas mãos e saboreemos tudo o que têm para nos oferecer.
Hoje, mais do que nunca, sinto-as palpitar à minha frente. Talvez por se terem apercebido que o pequeno quarto contíguo já está preparado para as receber.
É tempo de lhes proporcionar o respeito merecido.
Muitos caixotes de cartão, pesados, repletos de muitos livros e muita música.
Saltitamos, desde então entre estas montanhas de cultura contida.
E sentimo-las gritar, em desespero de causa, para serem libertadas.
Querem que as tomemos nas mãos e saboreemos tudo o que têm para nos oferecer.
Hoje, mais do que nunca, sinto-as palpitar à minha frente. Talvez por se terem apercebido que o pequeno quarto contíguo já está preparado para as receber.
É tempo de lhes proporcionar o respeito merecido.
Subscrever:
Mensagens (Atom)